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O negócio

O que fazer quando entra cliente errado

· 3 min de leitura

Chega bastante gente, você responde todo mundo, e a maioria pergunta preço e some, ou fecha e dá trabalho demais para o que paga. A conclusão comum é que o mercado está ruim. Na maior parte das vezes o problema é outro: sua comunicação está atraindo um tipo de pessoa que nunca ia comprar direito.

Cliente errado não é cliente ruim

Não é sobre julgar quem procura preço. A pessoa que só consegue pagar R$ 80 no seu serviço de R$ 200 não está errada, ela é cliente de outro negócio. O problema é ela chegar até você, ocupar seu tempo e ir embora.

Existem três tipos de desencontro:

Cada um se resolve de um jeito, e todos começam pela mesma pergunta: de onde essa pessoa veio?

Descubra a origem antes de mudar qualquer coisa

Por 30 dias, anote de cada contato: como chegou, o que pediu, e se fechou. Três colunas.

Esse levantamento tende a mostrar uma concentração. Um exemplo comum: as indicações fecham quase todas, as mensagens vindas do Google fecham metade, e as vindas de um grupo de promoção no WhatsApp não fecham quase nada, mas são metade do volume.

Quando o padrão aparece, a decisão fica fácil. Você não precisa atender melhor, precisa parar de aparecer no lugar que traz o tipo errado.

O que na sua comunicação está convocando essa gente

Fora a origem, tem coisas que você escreve que funcionam como ímãs para o desencontro:

O filtro mais barato que existe

Publicar faixa de preço. Não a tabela inteira, uma faixa: "serviços a partir de R$ 180" ou "a maioria dos atendimentos fica entre R$ 200 e R$ 400".

Isso incomoda muito dono de negócio, pelo medo de espantar gente. Espanta mesmo, e essa é a função. Quem some ao ver o valor não ia comprar, só ia consumir vinte minutos do seu dia antes de sumir.

O efeito prático é volume menor de contatos e proporção maior de fechamento. Muita gente descobre que fecha mais vendas atendendo menos gente.

Filtrar na primeira resposta

Quando o contato já aconteceu, a primeira mensagem pode qualificar sem parecer grosseria. Em vez de responder só o preço, responda com uma pergunta e um valor.

Algo assim: "Faço esse serviço sim. Depende do tamanho, fica entre R$ 300 e R$ 500. Você prefere de manhã ou à tarde?"

Três coisas acontecem ali. A pessoa fora da faixa se desqualifica sozinha, sem constrangimento. A pessoa dentro da faixa segue para a marcação em vez de ficar orbitando. E você descobre em uma mensagem o que descobriria em oito.

Onde não vale filtrar

Filtro demais também custa. Quando você está com agenda vazia e caixa apertado, apertar o funil na esperança de clientes melhores é um luxo que a situação não permite. Ali a prioridade é volume, e você afina depois.

Também não vale filtrar por perfil pessoal em vez de encaixe. Presumir quem tem dinheiro pela aparência ou pelo bairro é um jeito consagrado de perder venda boa e de tratar gente mal.

O sinal de que deu certo

O número para acompanhar não é quantidade de contatos, é proporção de fechamento. Anote quantos chegaram e quantos fecharam por mês.

Quando a proporção sobe e o total de vendas se mantém ou cresce com menos contatos, o filtro funcionou. Quando ela sobe e as vendas caem, você apertou demais e dá para afrouxar. Sem esse acompanhamento, uma queda no número de mensagens parece problema quando pode ser exatamente o resultado que você buscava.

Quer anunciar sem passar por isso?

O Otto é um gestor de tráfego que atende pelo WhatsApp. Você diz o que quer anunciar e a campanha nasce na conta da sua empresa, pausada, esperando a sua aprovação.

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