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O negócio

Como decidir se um serviço novo vale a pena

· 3 min de leitura

Alguém sugeriu, o concorrente começou a fazer, apareceu um curso, um cliente perguntou duas vezes. A tentação de adicionar um serviço novo aparece toda hora, e a maioria das vezes ela custa mais do que rende. Vale passar por quatro perguntas antes de investir.

Pergunta 1: é o mesmo cliente?

Serviço novo para quem já é seu cliente é uma coisa. Serviço novo que exige atrair um público diferente é outra completamente.

No primeiro caso, você já tem a demanda, só precisa oferecer. O custo de aquisição é zero e você descobre em duas semanas se pega ou não.

No segundo, você está começando um negócio novo dentro do seu. Precisa de divulgação própria, de reputação própria, e vai competir com quem só faz aquilo. Quase sempre é mais caro do que parece na hora do entusiasmo.

A pergunta prática: dos clientes que atendi este mês, quantos comprariam isso? Quando a resposta é "poucos, mas viria gente nova", trate como projeto separado, com orçamento separado.

Pergunta 2: quanto sobra, não quanto custa

Faça a conta pelo serviço, não pelo faturamento total esperado.

Exemplo redondo. O serviço novo custa R$ 250 e você gasta R$ 90 em material. Margem de R$ 160. Ele ocupa uma hora e meia. O seu serviço atual rende R$ 80 de margem e ocupa 40 minutos, então em uma hora e meia você faria uns dois, R$ 160 de margem.

Empatou. Isso significa que o serviço novo só vale quando ele traz cliente que você não teria, ou quando sua agenda tem buraco. Ocupar horário cheio com ele, pelo mesmo retorno, é trabalho a mais por nada.

Compare sempre margem por hora, não preço por serviço. O serviço caro que demora muito costuma perder para o barato que gira rápido.

Pergunta 3: o que ele quebra na operação

Serviço novo quase nunca custa só o equipamento. Ele traz junto:

Numa operação de uma pessoa só, esse custo invisível é o que mais pesa. Vale perguntar honestamente se você tem folga para carregar isso nos próximos três meses.

Pergunta 4: dá para testar sem comprar nada?

Essa é a mais útil, e a que economiza mais dinheiro.

Antes de comprar equipamento ou fazer curso caro, teste a demanda. Formas baratas de fazer isso:

Muita gente compra R$ 8.000 de equipamento e descobre em dois meses que a demanda era de três pessoas. O teste de duas semanas teria mostrado isso de graça.

Quando a resposta é não

Vale dizer sem rodeio: na maioria dos casos, serviço novo não é a melhor jogada disponível.

Quando o seu serviço principal ainda tem espaço para crescer, subir o preço dele, vender ele para quem sumiu ou aumentar o ticket de quem já compra rende mais, com muito menos risco e nenhum investimento.

Serviço novo faz sentido quando o principal está no teto: agenda cheia, preço no limite do que o mercado paga, base bem trabalhada. Antes disso, é quase sempre uma forma agradável de fugir do trabalho chato de melhorar o que já existe.

Como acompanhar depois de começar

Quando decidir seguir, marque um prazo de avaliação antes de começar, tipo 90 dias, e um número mínimo que justifique continuar.

Sem isso, serviço novo tende a sobreviver por orgulho: você já investiu, já aprendeu, então insiste. Com o prazo e o número definidos antes, encerrar deixa de ser derrota e vira o resultado normal de um teste que você fez direito.

Quer anunciar sem passar por isso?

O Otto é um gestor de tráfego que atende pelo WhatsApp. Você diz o que quer anunciar e a campanha nasce na conta da sua empresa, pausada, esperando a sua aprovação.

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