Medir, decidir e enxergar de onde vem o resultado.
Cliente sumiu há um ano: vale chamar de volta?
Você tem uma lista de gente que já pagou por você, gostou o suficiente para voltar pelo menos uma vez, e simplesmente sumiu. Essa lista custou caro para ser construída e está parada. A dúvida legítima é se chamar de volta funciona ou se é só incomodar quem já foi embora.
Por que a maioria some
Existe uma suposição errada que trava o dono: a de que quem sumiu ficou insatisfeito. Na prática, a insatisfação explica uma minoria pequena dos casos.
O grosso é outra coisa: a pessoa mudou de rotina, ficou sem dinheiro num período, entrou num lugar mais perto por conveniência, ou simplesmente esqueceu. Nenhum desses motivos é permanente, e nenhum deles é sobre você.
É por isso que reativação funciona. Você não está convencendo quem te rejeitou, está lembrando quem se distraiu.
Quem chamar, e nessa ordem
Não mande para todo mundo de uma vez. Separe em três grupos e comece pelo melhor.
- Grupo 1: veio várias vezes e sumiu há pouco tempo. Três visitas ou mais, último contato de três a oito meses. Esse grupo tem a maior taxa de retorno de todos, porque o hábito existia e quebrou há pouco.
- Grupo 2: veio várias vezes e sumiu há mais de um ano. Ainda vale, taxa menor. A pessoa provavelmente já está em outro lugar, e você está oferecendo um motivo para reconsiderar.
- Grupo 3: veio uma vez só, faz tempo. Esse é o mais fraco. Uma visita não criou relacionamento, e a chance de a mensagem parecer aleatória é alta.
Faça o grupo 1 primeiro, meça o resultado, e só então decida se vale o trabalho dos outros.
O que dizer
Mensagem individual, escrita como pessoa, com o nome certo. Não disparo em massa com arte bonita, que todo mundo reconhece como propaganda em dois segundos.
A estrutura que funciona tem três partes curtas: identificação ("aqui é o Rafael da oficina"), reconhecimento do tempo ("faz um tempão que você não aparece"), e uma porta concreta ("tenho vaga quinta de manhã, quer que eu segure?").
Evite abrir com desconto. Desconto na primeira mensagem ensina o cliente que sumir dá direito a preço menor, e você vai ver essa conta de novo mais tarde. Guarde o desconto para quem responder e disser que está apertado.
A conta que justifica o trabalho
Exemplo redondo. Você tem 200 clientes sumidos e manda mensagem para os 80 do grupo 1. Leva uma tarde. Respondem 20, marcam 8.
Com ticket de R$ 200, são R$ 1.600 imediatos. Mas o valor real é maior: desses 8, uns 4 voltam a ser clientes recorrentes. Com 6 visitas por ano cada um, são mais R$ 4.800 no ano.
Uma tarde de trabalho, custo praticamente zero. Nenhum anúncio entrega isso.
Quando é melhor deixar quieto
Tem casos em que a mensagem faz mal:
- A pessoa saiu brigada. Teve problema, reclamou, não ficou resolvido. Mensagem genérica de volta reabre a ferida. Ali o certo, quando você quiser resolver, é uma mensagem sobre o problema, não sobre agenda.
- Você mudou de público. Quando o preço dobrou e o serviço é outro, chamar quem comprava a versão antiga só gera constrangimento dos dois lados.
- Não tem espaço na agenda. Reativar com agenda cheia significa criar expectativa que você não atende.
Como fazer isso virar rotina
O erro seguinte é transformar reativação num mutirão anual. Ela funciona melhor pequena e constante.
Uma vez por mês, meia hora: liste quem passou do intervalo normal de retorno e ainda não chegou no ponto de virar caso perdido. Mande as mensagens. No mês seguinte, a lista vai estar bem menor, porque você parou de deixar acumular.
A vantagem de pegar cedo é simples: quem sumiu há dois meses volta com uma mensagem. Quem sumiu há dois anos precisa de sorte.
Quer anunciar sem passar por isso?
O Otto é um gestor de tráfego que atende pelo WhatsApp. Você diz o que quer anunciar e a campanha nasce na conta da sua empresa, pausada, esperando a sua aprovação.
Ver como funciona