Para quem vende serviço: achar, abordar e fechar empresa local.
Como achar empresas locais que ainda não têm site
Quem vende site, tráfego ou presença digital para negócio local vive o mesmo problema no começo: a lista. Você sabe fazer o serviço, mas não sabe para quem oferecer. E a resposta mais comum que se vê por aí, comprar uma lista pronta, é a pior delas.
Por que empresa sem site é o começo mais fácil
Quando você aborda uma empresa que já tem site, precisa convencer o dono de que o site dele é ruim. Isso é uma conversa difícil: ele pagou por aquilo, provavelmente gosta, e você começa a relação dizendo que ele errou.
Com quem não tem site, a conversa é outra. A falta é objetiva. Você não precisa criticar nada, só mostrar o que existe do outro lado.
Onde essas empresas estão
Praticamente todo negócio local está no Google Maps, mesmo os que nunca fizeram nada de internet. É o cadastro que o próprio Google cria, ou que um cliente sugeriu, ou que o dono fez uma vez e abandonou.
Na ficha de cada empresa, o Google mostra os botões disponíveis: rota, telefone, e site, quando existe. Quando não existe, o botão simplesmente não aparece. É esse o sinal.
O cuidado que quase todo mundo pula
Aqui mora o erro que faz a abordagem morrer na primeira mensagem: a ausência do botão nem sempre significa ausência de site.
Acontece de três formas. O Google às vezes não mostra o campo naquela sessão de busca, mesmo existindo. O dono pode ter um site que nunca cadastrou no perfil. E muita empresa usa uma página de rede social ou de plataforma de agendamento no lugar do site, o que conta como presença, mesmo não sendo um site próprio.
Se você mandar "vi que sua empresa não tem site" para alguém que tem, a conversa acabou ali. Você virou mais um vendedor que não fez a lição de casa. Vale conferir antes de falar: uma busca rápida pelo nome da empresa resolve.
Como montar a lista sem perder o dia
O método manual funciona e é o que a maioria faz no começo: buscar a categoria e a região no Maps, abrir cada ficha, anotar nome, telefone e se tem site.
O problema é o tempo. Trinta empresas levam umas duas horas, e boa parte desse tempo é copiar telefone de um lugar para outro. Se você vai fazer isso toda semana, vale organizar melhor: buscas mais específicas por bairro e categoria rendem mais que uma busca ampla, porque o Maps limita quantos resultados mostra por busca.
Quais dessas empresas valem a abordagem
Lista grande não é lista boa. Alguns sinais separam quem tem chance de fechar:
Tem avaliações recentes. Empresa com avaliação do mês passado está funcionando e tem movimento. Empresa com a última avaliação de dois anos atrás pode nem existir mais.
Tem nota razoável. Quem tem 4,5 e nenhum site está perdendo cliente por falta de presença, não por qualidade. Esse é o melhor argumento que existe.
Tem telefone visível. Óbvio, mas filtra bastante: sem contato, não há abordagem.
É de um setor onde o cliente pesquisa antes. Clínica, advocacia, oficina e serviço técnico são pesquisados antes da compra. Padaria e mercadinho de bairro, nem tanto.
O que fazer com a lista depois
A lista não vende sozinha. O que vende é a primeira mensagem, e ela precisa ser específica: citar o nome da empresa, dizer onde você viu, e apontar uma coisa concreta. Mensagem genérica em lista grande é o que faz as pessoas dizerem que prospecção não funciona.
Uma lista de trinta empresas bem escolhidas, com mensagem específica para cada uma, rende mais que trezentas disparadas iguais. E não queima teu número.
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