Medir, decidir e enxergar de onde vem o resultado.
Quanto investir em divulgação por mês
A pergunta chega sempre do mesmo jeito: quanto eu devo colocar por mês em anúncio, impulsionamento, panfleto, alguma coisa. E a resposta que costuma aparecer, "de 5% a 10% do faturamento", não serve para quase ninguém, porque ela ignora a única coisa que importa: quanto vale um cliente para você.
Comece pelo valor do cliente, não pelo faturamento
Antes de definir orçamento, você precisa de um número: quanto entra de dinheiro, em média, quando um cliente novo aparece. Não o preço de tabela, o valor real ao longo do relacionamento.
Exemplo redondo. Um salão cobra R$ 100 por atendimento. O cliente que gosta volta a cada 45 dias e fica, em média, um ano e meio. São umas 12 visitas. O cliente novo vale R$ 1.200, não R$ 100. Uma oficina cobra R$ 400 numa revisão e o carro volta duas vezes por ano por três anos: R$ 2.400.
Quando você nunca fez essa conta, faça por cima. Pegue os clientes que atendeu na semana passada, veja quantos eram repetidos e quantas vezes cada um já veio. Um número aproximado é infinitamente melhor que nenhum.
Decida quanto você aceita pagar por um cliente
Do valor total do cliente, tire o custo de entregar o serviço. Sobrou a margem. A regra prática: você pode gastar até um terço da margem para conquistar aquele cliente e ainda sair bem.
Seguindo o salão: R$ 1.200 de receita, uns R$ 500 de produto e comissão, sobra R$ 700. Um terço disso é R$ 233. Esse é o teto do que faz sentido pagar para trazer um cliente novo. Na prática você vai pagar bem menos, mas agora você sabe qual é o limite antes do prejuízo.
Multiplique pela meta, e aí você tem o orçamento
Quantos clientes novos você quer por mês? Não "o máximo possível". Um número que a sua agenda aguenta. Digamos 15.
Quando você aceita pagar até R$ 100 por cliente novo e quer 15, o orçamento máximo é R$ 1.500 por mês. Comece com metade disso por dois meses e veja quanto realmente custou. O número real quase nunca bate com o previsto, e tudo bem: o objetivo da conta era achar o teto, não acertar a previsão.
Quando não vale investir nada
Tem três situações em que colocar dinheiro em divulgação é jogar fora:
- Você não consegue atender mais gente. Agenda cheia com fila de espera não precisa de anúncio, precisa de preço maior ou de mais gente atendendo.
- Você não sabe de onde vem quem chega hoje. Sem isso, você não vai conseguir dizer se o dinheiro funcionou. Passe um mês só perguntando "como você me achou" e anotando.
- O ticket é muito baixo e o cliente não volta. Serviço de R$ 50 que acontece uma vez na vida raramente paga anúncio. O caminho ali é indicação e local, não mídia paga.
O erro de colocar dinheiro antes de arrumar o básico
Anúncio não conserta atendimento ruim, ele acelera o estrago. Quando alguém chama no WhatsApp e a resposta demora seis horas, pagar para mais gente chamar significa perder mais gente por hora.
A sequência que funciona: primeiro o negócio aparece bem quando alguém procura pelo nome dele e responde rápido quem chega sozinho. Depois você paga para aumentar o volume. Fazer na ordem inversa é caro.
Como acompanhar sem virar analista
Você precisa de duas linhas por mês, num caderno ou numa planilha simples: quanto gastou e quantos clientes novos fecharam. Divida um pelo outro. Esse número, acompanhado por três meses, diz mais que qualquer painel cheio de gráfico.
Quando ele subir mês a mês e não houver explicação clara, alguma coisa parou de funcionar e é hora de mexer. Quando ele estiver bem abaixo do seu teto, é hora de aumentar o valor investido, não de comemorar economia.
Quer anunciar sem passar por isso?
O Otto é um gestor de tráfego que atende pelo WhatsApp. Você diz o que quer anunciar e a campanha nasce na conta da sua empresa, pausada, esperando a sua aprovação.
Ver como funciona