Responder rápido, organizar a equipe e não perder conversa.
Não perder conversa quando o atendente sai
Férias são previsíveis e ainda assim pegam todo mundo de surpresa. Demissão é pior: o funcionário sai numa sexta e na segunda ninguém sabe qual orçamento estava pendente com quem, o que foi prometido de desconto, nem quem estava esperando retorno. O cliente descobre isso antes de você, e a forma como ele descobre é ficando sem resposta.
O que exatamente se perde
Não é o acesso ao WhatsApp. Isso se resolve. O que se perde é o que estava só na cabeça da pessoa.
- As conversas pendentes: quem ficou de retornar, quando, sobre o quê.
- O que foi prometido fora do padrão: desconto, prazo, condição especial. O cliente lembra, e você vai descobrir na hora da cobrança.
- O contexto de cada cliente: quem é difícil, quem já reclamou, quem prefere ligação.
- O número, quando ele está no celular pessoal: o pior caso, e mais comum do que deveria.
O que fazer antes, quando é férias
Férias dão duas semanas de aviso, e isso é tempo de sobra pra não perder nada. Três passos.
- Passar cada conversa aberta pra outro dono, nominalmente. Não "fica de olho no WhatsApp". Conversa por conversa, com nome de quem assume. Leva uma hora e resolve a maior parte do problema.
- Escrever o pendente dentro da conversa, não numa lista à parte. Duas ou três linhas em cada uma: o que a pessoa quer, o que foi oferecido, o que falta. Lista separada ninguém abre.
- Avisar o cliente que tem retorno marcado. Só os que estão esperando algo com data. "Vou entrar de férias, a Camila continua com o seu orçamento e te retorna quinta." Custa cinco minutos e evita o cliente sumir achando que foi esquecido.
Quando é demissão, a ordem muda
Demissão costuma ser rápida e às vezes tensa. A ordem que funciona é priorizar acesso antes de contexto.
Primeiro, garanta que o número da empresa não sai com a pessoa. Se ele está num celular pessoal, essa é a primeira ligação a fazer, e é um problema a ser resolvido de vez depois, não de novo na próxima saída.
Segundo, tire o acesso da pessoa nas contas da empresa. Sem drama, é procedimento normal.
Terceiro, e isso é o que a maioria pula: alguém precisa ler as conversas dos últimos trinta dias e listar o que está pendente. É trabalho chato de duas ou três horas, e é a diferença entre perder dois clientes e perder vinte.
O que evita o problema pra sempre
Tudo acima é remendo. Duas mudanças estruturais fazem a saída de qualquer pessoa virar um evento morno.
O número é da empresa, não do celular de ninguém. Enquanto o WhatsApp estiver num aparelho pessoal, cada saída é uma negociação. Com o número na empresa e as pessoas acessando a caixa com login próprio, tirar acesso é um clique.
Cada conversa tem dono visível e o pendente fica escrito nela. Assim, olhar as conversas de uma pessoa e redistribuir é uma tarefa de minutos, não uma arqueologia de trinta dias de mensagem.
Nenhuma das duas depende de comprar nada caro. A primeira é uma decisão, e a segunda é um hábito que a ferramenta certa torna fácil.
Como falar com o cliente na troca
A tentação é não falar nada e torcer pra ninguém notar. Notam, principalmente cliente antigo que tinha relação com a pessoa.
O que funciona é curto e sem drama: "Oi Ana, aqui é o Rodrigo. A Camila não está mais com a gente e eu assumi o seu atendimento. Vi que ficou pendente o orçamento da limpeza de pele, e já mandei ele aqui atualizado."
Mostrar que você sabe o que estava pendente vale mais que qualquer explicação sobre a saída. É o que diz pro cliente que o lugar continua funcionando.
Quer anunciar sem passar por isso?
O Otto é um gestor de tráfego que atende pelo WhatsApp. Você diz o que quer anunciar e a campanha nasce na conta da sua empresa, pausada, esperando a sua aprovação.
Ver como funciona