Responder rápido, organizar a equipe e não perder conversa.
Mensagem pronta ou resposta na hora: qual usar
Toda ferramenta de atendimento vende resposta pronta como ganho de tempo, e é verdade em parte. O problema é que a mesma economia que faz sentido pra "qual o endereço" destrói a conversa quando aplicada a "quanto custa" ou a uma reclamação. A escolha entre pronta e escrita na hora não é preferência: existe um critério que decide.
O critério: a pergunta tem uma resposta só?
Se a resposta correta é a mesma pra qualquer pessoa que perguntar, ela deve ser pronta. Se ela muda conforme quem pergunta, deve ser escrita.
Endereço, horário, formas de pagamento, se aceita convênio, se tem estacionamento. A resposta é idêntica pra todo mundo, e escrever de novo é desperdício puro.
Preço de serviço com variação, reclamação, negociação, dúvida técnica sobre o caso específico. Aí a resposta certa depende do que a pessoa disse, e uma pronta vai errar o alvo em boa parte das vezes.
O erro do meio termo
O caso que mais dá problema é a resposta pronta longa, com tudo dentro: apresentação da empresa, lista de serviços, tabela, formas de pagamento e endereço, disparada pra quem perguntou uma coisa só.
Ela parece eficiente e faz duas coisas ruins. A pessoa não lê, porque texto grande no WhatsApp não é lido. E o cliente percebe na hora que não foi lido, porque a resposta não conversa com a pergunta dele.
Resposta pronta boa é curta e responde exatamente uma coisa. Se você tem uma pronta de dois parágrafos, ela provavelmente deveria ser três prontas diferentes.
O híbrido, que é onde está o ganho real
A forma que funciona melhor na prática não é escolher entre as duas. É usar a pronta como base e escrever uma linha por cima.
Na prática: você dispara a pronta com a explicação do procedimento e o valor, e escreve antes dela uma frase que se refere ao que a pessoa falou. "Pelo que você descreveu, o caso parece ser o de manutenção mesmo. Segue como funciona:"
O corpo é reaproveitado, e a linha da frente faz a conversa parecer humana, porque é. O custo é dez segundos por mensagem, e resolve o problema de soar automático quase por completo.
Onde nunca usar resposta pronta
- Reclamação: qualquer texto padrão de desculpa é lido como desprezo. Vale escrever mesmo que saia pior.
- Negociação de preço: a pessoa está esperando uma reação ao que ela disse. Pronta aqui encerra a conversa.
- Primeiro contato de indicação: quem chegou porque alguém falou de você espera ser tratado como conhecido, não como número.
- Resposta a quem já disse não: se a pessoa recusou e voltou, ela merece resposta escrita. É onde a venda ainda existe.
Quais prontas montar primeiro
Não monte trinta. Monte as que você repete de verdade, e o jeito de descobrir é olhar as conversas de uma semana e contar.
Quase sempre são estas cinco: endereço com referência, horário de funcionamento, formas de pagamento e parcelamento, como funciona o agendamento, e a explicação do serviço mais procurado. Cinco prontas cobrem a maior parte do volume repetido de um negócio local.
Passar de dez prontas costuma ser sinal de que você está automatizando conversa que deveria ser escrita, ou que ninguém consegue mais achar a certa na hora, e aí a pronta demora mais que digitar.
Revisar de vez em quando
Resposta pronta envelhece sem avisar. O preço subiu, o horário mudou, o serviço saiu do catálogo, e a pronta continua igual. Um cliente recebendo valor desatualizado é um problema que você criou pra si mesmo.
Vale reler as prontas a cada três meses, ou toda vez que mudar preço. São dez minutos e evita a conversa constrangedora de voltar atrás num valor que você mesmo mandou por escrito.
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O Otto é um gestor de tráfego que atende pelo WhatsApp. Você diz o que quer anunciar e a campanha nasce na conta da sua empresa, pausada, esperando a sua aprovação.
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